PREFEITURA SINALIZA NÃO PAGAMENTO DAS VERBAS RESCISÓRIAS DE TRABALHADORES DA UPA BRUNO COVAS E SINDICATO DENUNCIA PRÁTICAS ANTISSINDICAIS EM CARAPICUÍBA
A situação dos trabalhadores da saúde da UPA Bruno Covas, em Carapicuíba, tornou-se motivo de preocupação após a Prefeitura sinalizar a possibilidade de não pagamento das verbas rescisórias dos profissionais da unidade. Diante do cenário, o SUEESSOR – Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Osasco e Região realizou nesta quarta-feira (03) uma ação de mobilização e protocolou notificação formal por práticas antissindicais na Secretaria de Governo e na Secretaria de Saúde do município.
Na manhã de ontem, dirigentes do Sindicato estiveram na unidade, que atualmente se encontra sob intervenção municipal após a identificação de graves irregularidades administrativas, financeiras e operacionais na gestão da Organização Social Mahatma Gandhi, responsável pela administração da UPA.
Durante a visita, o Sindicato foi impedido de participar de uma reunião que trataria de temas fundamentais para os trabalhadores, como a dispensa de profissionais, o pagamento das verbas rescisórias e a sucessão da administradora da unidade, questão que ainda não foi resolvida pela Prefeitura. Segundo o SUEESSOR, o impedimento ocorreu com a presença de policiais, e os dirigentes sindicais foram retirados do local.
Diante da situação, o Sindicato retornou à unidade na manhã desta quarta-feira para realizar uma ação informativa e de mobilização com os trabalhadores, alertando sobre os riscos relacionados ao processo de transição da gestão e às possíveis consequências para os contratos de trabalho.
Além da mobilização, o SUEESSOR protocolou notificação oficial junto à Secretaria de Governo e à Secretaria de Saúde de Carapicuíba denunciando a ocorrência de práticas antissindicais.
Representaram o Sindicato na atividade o Vice-Presidente Juarez Henrique de Paulo, o Secretário-Geral Amilton Arlindo de Moura Rodrigues, e as diretoras Amélia Pereira Matos e Luciana Pereira Santos.
Na notificação, o Sindicato destaca que a expulsão e o impedimento da participação dos dirigentes sindicais na reunião configuram violação direta aos princípios constitucionais da liberdade sindical, da representação coletiva e da proteção das relações de trabalho.
O documento também ressalta que processos de transição entre organizações gestoras, especialmente quando envolvem sucessão administrativa, mudança de gestão, terceirização ou substituição de prestadoras de serviço, possuem impacto direto sobre os contratos de trabalho, podendo afetar a manutenção dos empregos, as condições laborais e o cumprimento de direitos previstos em instrumentos coletivos.
Para o SUEESSOR, a presença do Sindicato nesses processos é essencial para garantir transparência, fiscalização das obrigações trabalhistas, continuidade contratual e prevenção de prejuízos coletivos aos trabalhadores da saúde.
O Sindicato afirma que continuará acompanhando a situação da unidade e não descartará novas medidas sindicais e jurídicas caso os direitos dos trabalhadores da UPA Bruno Covas sejam desrespeitados.
