ATRASOS SALARIAIS, FGTS NÃO DEPOSITADO E DISPENSAS IRREGULARES: SUEESSOR ACIONA CLÍNICA HUMANIZZARE
O Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Osasco e Região – SUEESSOR notificou extrajudicialmente a Clínica e Instituto HUMANIZZARE, localizada em Santana de Parnaíba, por graves denúncias de descumprimento de obrigações trabalhistas.
A notificação foi formalizada pelo vice-presidente da entidade, Juarez Henrique de Paulo, e pelo secretário-geral, Amilton A. de Moura Rodrigues, após o recebimento de relatos que apontam um cenário de reiteradas irregularidades. Entre as denúncias estão atrasos habituais no pagamento de salários, ausência de depósitos do FGTS, atraso no pagamento do 13º salário, realização de dispensa coletiva sem qualquer comunicação prévia ao sindicato e tentativa de impor parcelamento das verbas rescisórias aos trabalhadores desligados.
Para o SUEESSOR, a conduta é grave e afronta diretamente a legislação trabalhista e as normas coletivas vigentes. O vice-presidente Juarez Henrique de Paulo foi enfático ao afirmar que o parcelamento das verbas rescisórias é expressamente ilegal quando não previsto em norma coletiva.
“A tentativa unilateral de parcelamento configura fraude aos direitos trabalhistas, sujeitando a empresa às penalidades legais, administrativas e judiciais”, declarou.
O sindicato destaca que a dispensa coletiva sem diálogo prévio com a entidade representativa também viola o princípio da negociação coletiva e demonstra desrespeito aos trabalhadores e à organização sindical.
O SUEESSOR informa que está apurando detalhadamente todas as denúncias e aguarda posicionamento formal da empresa. Caso não haja resposta ou regularização imediata das pendências, a entidade adotará todas as medidas cabíveis, inclusive judiciais, para garantir o cumprimento dos direitos da categoria e responsabilizar os envolvidos.
O sindicato reafirma seu compromisso histórico na defesa intransigente dos trabalhadores da saúde e reforça que não tolerará qualquer tentativa de suprimir direitos ou precarizar relações de trabalho na região.
